sábado, 1 de outubro de 2011

KINTALL Big Brother - EPISÓDIO DÉCIMO PRIMEIRO



EPISODIO DÉCIMO PRIMEIRO

 YAMADORI EM TERRENOS AGRICOLAS
OLEA EUROPAEA var.SYLVESTRIS
(2ª parte) 

 Do meu dia a dia da minha actividade Bonsaista.Hoje foi uma das partes mais fisicas da arte.



As famosas recolhas de arvores e arbustos da natureza,de campos,de jardins,etc..
A busca de bases de trabalho atrativas para iniciar um trabalho Bonsai.

E hoje dediquei o dia a essa vertente .

A especie que me ocupou varias horas do dia, foi precisamente a Olea Sylvestris normalmente apelidada de Zambujeiro, Oliveira brava ou Silvestre.
Uma das especies mais simples de recolher devido à sua propria natureza.


Não cria nenhuma raiz pivot,em vez disso forma um bolbo de reservas de onde lança as raizes horizontalmente,renovando as raizes finas que vão alimentar o "bolbo" em duas ocasiões por cada epoca.
No principio da Primavera e também nos  finais do Verão,nessa altura para "alimentar" fortemente a arvore  no maior desgaste,quando da frutificação.
Em pleno Verão sobrevive apenas das reservas "descartando-se" mesmo de muitas das raizes finas.

Para se fixar ao solo usa  uma "tecnica" que a mãe Natureza lhe brindou, formando raizes na horizontal em redor do seu poço de reservas.A parte da arvore responsavel com o tempo dos  tais nebaris inacreditaveis.

A branco a parte aeria da arvore.
A vermelho o bolbo subterraneo da arvore.
verde as raizes finas junto ao bolbo.
A azul as raizes grossas,que fixam a arvore ao solo na horizontal.


Pois o yamadori é bastante simples e seguro,se bem realizado,em qualquer arvore da especie seja de que envergadura for.

Se a base do tronco possuir um diametro reduzido: a parte subterrania é uma "bola" reduzida.
Se tiver um tronco e base do tronco bastante larga então a parte subterrania (na imagem a vermelho)   é bastante mais larga ..Mas sempre em forma de "bola" e na mesma sem raizes pivotantes e envolta em raizes finas.

O que possibilita yamadori bastante seguros e faceis de realizar.
Bastando cortar as raizes grossas em sua volta, para desprender completamente a arvore.Saindo,muitas vezes ,de imediato(depois de podadas as raizes grossas de ancoragem) apenas manualmente.

Por essa razão apenas utilizo 3 ferramentas para fazer a recolha :

Uma picareta para fazer o circulo,descobrindo as raizes grossas horizontais de ancoragem:






Um machado,bastante importante para cortar as raizes,e para recortar todo o circulo.


A parte cansativa, é a  necessidade de afundar  um circulo até à perfundidade do bolbo.
Para isso utilizo  a terceira ferramenta a enchada.(e em zonas rochosas a picareta).




Dentro desse circulo existe um sem numero de raizes finas, que se renovam duas vezes por ano.Em pleno Verão pode-se observar que grande parte delas estão secas,com a chegada do fim do Verão a arvore (a Natureza),volta a lançar um sem numero de raizes finas em volta do "bolbo de reservas".

Na foto em baixo ,depois da arvore solta do terreno;pode-se observar nitidamente a natureza desta especie que não cria qualquer raiz pivotante,apenas desenvolvendo o seu poço de energia de ano para ano em forma de BOLA.


E foi este o Big Brother do meu Kintall no dia de hoje,que resultou na aquizição de algumas bases de trabalho.
Que pessoalmente gosto bastante mais das fases seguintes,de criar a arvore no vaso e suas tecnicas,cultivo e estectica.


Em cima a fota de uma das arvores que recolhi,com o meu Bonsai mais dificil de criar (não vai lá com arame e bolinhas de Biogold!),para mostrar a dimensão da arvore.E mostrar que nesta especie a recolha é praticamente semelhante,seja em bases pequenas como mais volumosas.
Bastante facil de executar.
A dificuldade é ser executado muitas vezes ilegalmente em locais protegidos,e locais que fazem parte do equilibrio do ecossistema local,etc..Que a ganancia, e preguiça de procurar situações para recolher arvores com inexistencia de factores nocivos,faz com que suceda varias vezes.
Inevitavel esta observação num "post" sobre o yamadori e também inevitavel deixar uma ligação  a um artigo fenomenal escrito por Mario Eusébio,na Web Bonsai Literati sobre o tema e para a realidade da região onde vivo:


Em cima o tratamento pós-recolha que uso para as Oleas.
Unica e exclusivamente a submersão das raizes em agua até ao dia seguinte.
Onde irei começar o trabalho de pré-envase.
Fica para amanhã ,vou publicando por aqui no Big Brother do meu Kintall..



14 de JULHO 2010
EPISÓDIO DÉCIMO PRIMEIRO




4 comentários:

rafael baptista 15 de julho de 2010 às 16:47  

boas rodrigo

parabéns pela planta, sem duvida grande potencial....

os parabéns estendem-se para a excelente reportagem e explicação da biologia das oleas... acho que com estas reportagens ajudam todas as pessoas que vêem ao teu kintall como se faz devidamente uma recolha de oleas.......

continuação dos bons projectos

Rodrigo Sousa 16 de julho de 2010 às 05:03  

Olá Rafael viva.

É mesmo isso,é meio caminho andado conhecer o "funcionamento" biologico da especie que queremos fazer um Bonsai.

E na aquizição de alguma base que achamos interessante para iniciar um projeto ainda mais.

Um grande exemplo,são aquelas especies que se formos escavar morrem quase automaticamente e de alporquia em quinze dias temos as condições todas para tranplantar para um vaso (incrivel a natureza).

Rafael um obrigado grande pelo comentario.

A melhor sorte.
Rodrigo

Nuno Nunes 17 de julho de 2010 às 11:21  

Que monstro de olea, é maior que a tua filha eheheh. Tem uma base muito boa...espero que recupere bem.
Um grande abraço caro amigo

Rodrigo Sousa 17 de julho de 2010 às 22:37  

Viva Nuno.

Podes começar a afiar os formões e goivas que tenho aqui alguns cortes para disfarçar..

E vê lá se começas a vir mais á Net,se não não tenho nimguém que me mande algumas bocas castiças, nas publicações.

Um abraço e tudo de bom.
Rodrigo

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