sábado, 19 de setembro de 2009


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domingo, 26 de julho de 2009

CURIOSIDADES WEB??! - Só mesmo no Japão...

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( Os cactos são verdadeiros e centenários... )





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terça-feira, 7 de julho de 2009

Zen Estaca Globulus - ZEG



Por cierto como van tus Eucaliptos?

............................


Rodrigo, bom dia.
Mostra pra gente como anda o teu eucalipto.
Fizeste mais alguma alteração nele?
Abraço.

.............................

How is your experience with Eucalyptus?

............................

Etc...Etc....






Eu também estou interessado em fazer um Yamadori de Eucalipto, para obter uma planta bem natural. Navegando pela Internet não encontrei fotos de Eucaliptos muito antigos. Tenho por base alguns na minha região com cerca de 30/40 anos.
Se você tiver alguma foto, gostaria que compartilhasse comigo, pois tenho muito interesse.



Jonas fez no dia 23 de Maio um ano que recolhi um pequeno rebento da especie,não tem muito que mostrar mas vou tirar fotos e publicar aqui o desenvolvimento do 1º ano,cresceu bem e está a engrossar também,ou seja para agora está só na "engorda" .
Precisamente porque gostava de fazer um Bonsai ou dois da especie e por via yamadori penso que está fora de questão,porque as raizes têm pelo menos o mesmo comprimento debaixo do solo que a altura da parte aeria da arvore.Dá para imaginar que é impossivel de retirar para recuperar num vaso.
A não ser num caso de nascer dentro de um buraco de uma pedra,ou algo semelhante mas penso ser pouco provável que a especie sobreviva na natureza nessas condições,como os Pinus ou Juniperos..

Como 1º ano de experiencia de realizar de semente praticamente,tenho umas dicas simples que aprendi com a planta,tenho gostado de tratar da pequena recolha.
As dicas são simples,não é nada de especial.
A primeira é que fiquei espantado com a quantidade de agua que "bebe",um garrafão de agua de 5 litros e no dia seguinte já está a pedir mais agua..E pede mesmo,assim que esgota a agua ,as folhas do apice murcham,ficam descaidas é incrivel.
Assim que se poem agua 10 minutos e estão de novo vivazes.
Ou seja não faltar com agua.

As primeiras ramas vão sempre secando,para crescer em altura,já ensaiei sombrear a arvore e deixar apenas com luminusidade as ramas mais baixas,mas não resulta,continuam na mesma a crescer o apice mesmo sombreado e as mais baixas,vão secando..Ou seja,vai ter mesmo de ser por fases a construção da arvore.

Primeiro a "engorda",depois podar tudo e deixar apenas o tronco,e depois logo se vai vendo o melhor sistema de formar a ramificação secundaria,também ainda não sei a melhor forma.
Tenho apenas relatos de pessoas que trabalham com a especie em Bonsai,e que como regra incontornável e sabem-no por fracassos que tiveram será:
Solo organico sempre,solos inertes ,Akadamas,argilas cozidas,etc..É morte certa...
A razão é segundo me explicaram,não tenho a minima experiencia pessoalmente.É que ao se envasar em solos inertes,é obrigatório adubar o solo e a natureza da especie não permite,"entoxica-se" facilmente,mesmo com adubos organicos de libertação lenta.

Tem de se transplantar todos os anos,porque depois dentro de um pequeno vaso dois anos é o suficiente para as raizes que se formam repentinamente bastante grossas,estrangulam a arvore e ..Morte certa..

Como se transplanta anualmente,com solo organico,a planta praticamente não nessecita de qualquer adubagem extra em Bonsai.

Bom mas vai-se indo e vai-se vendo,até agora estou a gostar desta planta,embora não tenha fotograficamente grande coisa para mostrar,apenas o que cresceu em tamanho,e a evolução do diametro do tronco num ano de "engorda".





Tentando engordar mais a base ::




Tentando aproveitar desde logo uma rama para fazer a conecidade do tronco ::



Tentando que não lhe falta por nenhum instante AGUA (rega automatica,para dias de extremo calor) ::




Tentando não alterar o PH do solo (agua destilada UP) ::



A todos que têm partilhado informações sobre esta especie comigo ,e têm-me escrito com sujestões e interesse...Obrigado.

Não há muito para mostrar num Blog, nesta fase que está apenas a "Engordar"..
Mesmo assim fiz um apontamento do primeiro ano desta fase..
Para o ano farei um outro talvez com a primeira fase concluida??





sábado, 27 de junho de 2009

Frans Krajcberg - Um Bonsaista sem Bonsai

Diz-se que a arte bonsai tem bastantes artes associadas.
Um cientista conhecido referenciou e até prova em contrario,está escrito, que o nossa personalidade é formada apartir do nosso meio,e tudo o que fazemos tem um pouco de tudo o que passámos.



Das dezenas de livros que passei os olhos da Empresa "National Geographic",ficou-me sempre alguns artigos realizados sobre um Sr. Pôlacobrasileiro bastante conhecido publicamente no Brasil e em todo o Mundo.
Fiquei sempre com palavras de textos interiorizados de publicações de entrevistas ,de artigos de revistas e livros,ficou-me sempre a imagem das suas esculturas relacionadas com a sua personalidade,e o sentido da sua arte.

Agora anos mais tarde,e com esta paixão que tenho pela tecnica Bonsai,vejo muitas vezes que para além da técnica os trabalhos que realizamos estão muitas vezes relacionados a nossa personalidade..
As nossas vivencias que inconscientemente vão interferir com os objetivos para os nossos projetos Bonsai.
Agora anos mais tarde,completamente envolvido,apaixonado,e companhia de bastantes horas da minha vida,as plantas que tento criar em vistas a torna-las numa arvore/vaso que goste de admirar.
Lembro-me muitas vezes deste Sr. actualmente com 89 anos de idade e que sem duvida uma das pessoas que está sem me aperceber sempre ligado a qualquer trabalho que faça.

E que descobri que é um Bonsaista sem qualquer Bonsai.

Frans Krajcberg

Parece-me bem neste espaço,que claro tem bastante de pessoal,reservar alguns zeros e uns,a esta pessoa.

Em baixo ficam algumas frases retiradas da versão em Português do Brasil(que brevemente deixará de existir com o acordo ortografico?)de um artigo deste Sr. publicado na edição de o nº 106 da versão Brasileira da revista National Geographic em Janeiro de 2009  e que também ajuda um pouco a entender a admiração que temos pelas formas da natureza desenhadas na madeira sem vida.



Da destruição surge a beleza. O renascimento de algo considerado morto.

"...Frans, agora com 88 anos, já passou por muita coisa em sua vida. Atravessou duas guerras. Perdeu toda a sua familia. E chegou ao Brasil em 1950, fugindo do holocausto.

Depois da guerra e com sua chegada ao Brasil, Frans se escondeu, no ínicio, nas motanhas. O artista vivia sem conforto, a barba por fazer, tomava banho no rio e trabalhava sem parar. "Eu não suportava viver depois da guerra. Foi muito brutal para mim. Fiquei sozinho no mundo. Toda a minha família foi morta. Não tenho parente, não tenho nada."


Mas independente de tudo o que passou encontrou sua felicidade quando conheceu a:

Natureza brasileira.

"Ela me salvou. Sorria para mim e nunca perguntava de onde eu vinha ou que religião eu tinha. Foi quando descobri a vida."

"...Frans vive há 30 anos em uma casa feita sobre um tronco de pequi, a 7 metros do chão, em seu sítio a beira-mar em Nova Viçosa. Em um lugar ladeado por mangues e Mata Atlântica, o artista cita a importância de aproveitar o instante e saber olhar para as coisas. "Um dia nunca é igual ao outro", diz.

Krajcberg se tornou conhecido mundo a fora ao modelar árvores derrubadas, troncos e galhos aparentemente sem vida, que juntamente com sua critividade e habilidade, renascem em belas esculturas. Suas esculturas mostram que por mais que o homem a destrua, a natureza nunca está morta..."


"Quero que minha obras sejam um reflexo das queimadas. Por isso, uso as mesmas cores: vermelho e preto, fogo e morte", diz ele em protesto do que chama de barbárie do homem contra o homem e do homem contra a natureza.




Em relação à arte, o artista diz que a missão dela é acompanhar a evolução do homem e se não faz isso está servindo apenas ao comércio.

"A arte como conhecemos hoje, é feita para o mercado. Não se fala em estilo, linguagem, mas apenas em valor."

Frans Krajcberg, uma pessoa que mesmo passando por tudo que passou, não desanimou de viver e descobriu algo muito mais importante: ajudar sempre! Não importa que seja uma planta, um animal ou uma pessoa. Todos tem a mesma importância no nosso grandioso planeta Azul.






"Como posso gritar? Se grito na rua, vão me levar ao hospital como doido. Eu gostaria de mostrar as três motanhas de corpos do campo de concentração, mas não tenho essa foto, ou botar a imagem da árvore com os índios na exposição que fiz em São Paulo. Mas isso não consigo. Então, trouxe comigo pedaços de árvores, que o fogo deixou, unidos em escultura. É o único grito que posso dar, para mostrar minha revolta contra uma sociedade que só sabe exibir brutalidade do homem com a vida. Está na hora de parar com isso."




Da destruição surge a beleza. O renascimento de algo considerado morto. É isso o que nos prova o artista plástico polônes Frans Krajcberg.