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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ullastre - Sr.Wang Wei (Entrevista)

Entrevista
Sr.Wang Wei

Entrevista gentilmente respondida a umas pequenas perguntas para publicar aqui no Blog,que  fiz através da Internet,embora um dia deste espero poder falar e ver ao vivo pessoalmente tal deslumbre,para agora limitámo-nos a trocar palavras pelo computador.



Andes de mais parabéns pelo principio de uma coleção que sem duvida poderá ser muito grande,em qualidade e numero.


-Olá Wang,podes explicar a tua ligação e paixão, e o que te motiva nesta especie?

R:Básicamente su gran rusticidad, su capacidad de regenerarse prácticamente desde la nada. Es una espécie con una enorme facultad de resitencia antes las adversidades y la hermosura de sus cicatrices.

-Que conceito levas em conta ,para escolher as estacas que colhes?

R:Me fijo mucho en el conjunto, aunque un detalle fuera de lo común puede hacer que recupere una pieza en particular. Cada vez me fijo en material menos común y evidente, es algo que noto cuando reviso la evolución de mis árboles.

-Qual a tua opinião de colecionadores na Peninsula Iberica,que uasm as Oleas quase por completo para suas coleções?

R:Como decía anteriormente el olivo es una especie muy rústica. Uno puede quedarse tan sólo con aquellas partes que más le interesan y desechar el resto, la respuesta casi siempre será formidable en forma de brotación masiva.

-Por certo algumas horas de passeios e observação,para escolher o melhor troço para retirar?

R:Es Algo muy personal. En mi caso tiendo a buscar lugares en que los factores ambientales son muy extremos, eso infunde mucho caracter en los árboles. Es un conjunto de factores todos actuando al unísono; zonas rocosas, acantilados, cabras salvajes, cambios notables de temperatura entre el día y la noche, etc, todos estas circuntancias dejan su huella en forma de troncos tortuosos y mucha madera muerta.

-Depois de escolhido observado o material que pretende recolher,sai-lhe muito suor para o retirar e usa muitos instrumentos diferentes?

R:Todo depende de la zona en que son recuperados, en algunos casos tan sólo se necesita una sierra, en otros muchos hay que picar concienzudamente. En todo caso el olivo soporta podas muy severas, tanto aéreas com ode raices. con los ejemplares muy viejos y castigados, los procesos de recuperación lógicamente se alargan.

-Opta sempre por estaquia,ou por vezes avança para o Yamadori?

R:El material del que dispongo tiene procedencia diversa, si una parte de un árbol tiene un gran potencial vale la pena esquejarla. El olivo admite el esquejado de ramas de considerable grosor, en estos casos lo mejor en usar un invernadero húmedo.

-Não quer escrever um pouco a seu ver a misticidade,que existe nos traços e formas que adquire a madeira velha de Alluastre?

R:Cuando contemplo el tronco de un viejo olivo lleno de cicatrices, es algo que me conmueve profundamente, es como una gran metáfora de nuestra própia existencia.
Estos ancianos en ocasiones son talados o quemados trás siglos de existencia y resistencia ante la adversidades. Lo que para otros árboles significaría la muerte, para el olivo es una nueva oportunidad de volver a empezar prácticamente desde la nada, lo que convierte a estos venerables árboles en seres cuasi inmortales, y todo ello con una belleza conmovedora. Verdaderamente son una inspiración y un modelo ante las adversidades.

-Agora uma pergunta um pouco pertinente.
Depois de uma escolha detalhada,com estraordinarias bases de trabalho já enraizadas,e traços de madeira real.
Não tem um pouco de "medo",de poder falhar com a armonização da massa verde e deitar um trabalho a perder?

R:Es una buena pregunta. Es todo un desafio estar a la altura de estas inmensas creaciones de la naturaleza. El trabajo humano siempre debería estar encaminado a "acompañar" el trabajo llevado a cabo por la naturaleza. Se trataría de crear un "acento", un acompañamiento de esas texturas, colores y extraordinarias formas creadas por la madre naturaleza.
Hay que saber escuchar al própio árbol, él siempre nos dirá que es lo que desea.

-E claro uma das perguntas que muitos aficionados gostariam de ver respondida depois de observar sua eficiencia.
Qual a percentagem de sucesso em teu enraizamentonos pequenos troncos.
Como enraiza tão bem as estacas,por vezes apenas com uma pequena veia viva?
Um autentico encanto que tens em transformar belos pedaços de Ullastre em vida.
Não quereis revelar um pouco a tua técnica nesse aspecto?

R:El porcentaje suele ser alto, Aunque siempre hay fracasos, porque negarlo. En general si se actua en época activa;básicamente de abril a septiembre, el porcentaje de enraizamiento se acerca al 90%.
Tengo árboles muy viejos y testarudos que en algunos casos han tardado más de un año en emitir raices, pero no es lo más habitual.
Una atmosfera húmeda durante algún tiempo y cortes limpios y de los callos aparecen raices, es así de mágico!!

-Em Portugal existe espalhado por todos os campos a especie de cultivo,Olea Europeaea Europeae,que tem troços velhicimos muito semelhantes ao Ullastre,que se bem escolhidos podem muito bem assemelhar-se muito às suas bases.
Já por alguma vez experimentou trabalho edentico nessa variedade?
E o que acha de usar essa também variadade para projectos semelhantes a nivel estéctico e de enraizamento?

R:Tan sólo he experimentado con la variedad silvestre que crece aquí en baleares, la misma que en muchas partes de la península ibérica, es decir "olea Europaea Silvestrys", que aquí en Mallorca se conoce como "ullastre".
Lo que hace diferente al "ullastre" son la particulares condiciones atmosfericas que se dan en la zona norte de la Sierra de Tramuntana, un lugar de montañas de no mucha altura (el Puig Mayor tiene "tan sólo" 1.445 metros de altitud) pero está repleta de grandes desniveles y zonas muy escarpadas. Son zonas húmedas y rocosas, llenas de contrastes térmicos que confieren un gran caracter a los árboles que allí crecen, es lo que denominamos "territorio ullastre".
Creo que las técnicas son válidas para todas las variedades de olea, sin apenas modificaciones.

-De todos os projectos que tem,e de todas as bases que possui em desenvolvimento,tem alguma que diz:
Esta é a que gosto mais...

R:Simpre hay alguna pieza por la uno siente una mayor atracción, que duda cabe. Siento fascinación por las piezas más pequeñas, que sulen ser las que más trabajo dan a la hora de enraizar, tal vez porque disponen de menos reservas.
En general me gusta el material que es capaz de trasmitir muchas sensaciónes sin demasiado artificio. Actualmente hay una tendencia a buscar cada vez más el yamadori con formas más absurdas, Lo extraño no tiene porque ser hermoso. Me interesa la belleza que radica en lo aparentemente simple.



"¡Qué gloria!

La hojas verdes, las hojas jóvenes
bajo la luz del sol
-Basho-
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domingo, 7 de janeiro de 2007

Enzo Ferrari - Conversa sobre a Vitis Vinifera em Bonsai

UMA CONVERSA  SOBRE A VITIS VINIFERA BONSAI


SR.ENZO FERRARI



Foi com satisfação que estive a falar com o Sr.Enzo Ferrari quase exclusivamente sobre uma especie que domina e meu deu alguns ensinamentos.


Autorizando a publicação no Blog de algumas perguntas que lhe fiz como partilha, para algum interessado nesta especie que ele tanto adora e aprefundou.Tanto como qualquer outras arvores suas premiadas.


Reside em Lopagno no cantão Suiço de Ticini,em fronteira com Italia.Numa zona rural,teve contacto com a especie nas vinhas da sua herdade e interessou-se por tranformar em Bonsai.

Lopagno(Suiça)


Olá Sr.Enzo á quanto tempo é que trabalha com esta especie em Bonsai?

Olá Rodrigo, eu interesso-me na Vitis como Bonsai para mais de dez anos.




Geralmente quando se fala na Vitis ou se vê,basta ter um cacho de uvas para ser engraçada como Bonsai.
Não será muito mais que isso a arvore em Bonsai?

 Para mim não é  suficiente ter uns cachos de uvas para ser um Bonsai de Vitis. O plano também deve ser estruturado com os ramos principais, secundários e fazer proporções. Isso leva tempo.

 A redução da folha e do fruto,não terá grande importancia?
Faz a diferença entre um tronco normal com um cacho de uvas,de tentar fazer algo bonito e de interesse?

 A redução das folhas, é preciso tempo. A Vitis  tolera muito bem a desfolha total, desde que esteja forte e saudável. Com a desfolha com o tempo a folha vai reduzindo.
 Para os frutos, infelizmente não é possível a redução, de modo que se possa ter uma Vitis Bonsai com pequenos cachos.
 É impensável  expor  numa exposição sem possuir uvas, porque o seu charme e beleza é o fruto. Um pouco de "como o deus Prunus, é exibido com as flores ou frutas, de contrário não se exibe nada.

Nos campos é uma arvore que subsiste muitos anos,pode chegar a centenarias e mais.O que acha  das mesmas possibilidades em Bonsai,e qual a evolução do mesmo Bonsai com os anos?
Porque normalmente o tronco já está feito e idoso,e as ramificações são cortadas quase todos os anos.

 A Vitis em vaso é mais delicada do que no campo. Tende a encher o vaso de raizes grossas num curto espaço de tempo e o ideal é fazer um transplante todos os anos, na  maioria de dois em dois anos, ou então sofre e começa a perder ramos.
A poda nas vinhas é muito drástica,faz-se apenas uma pvez por ano deixando um nó para o ano seguinte. Em Bonsai, são deixados varios nós,elimiminando-se os frutos,para não stressar a planta e também pela sua estética.



Sendo uma pessoa que treina a Vitis Vinifera em Bonsai á bastante tempo.Já tem resultados e opinião sobre trabalhar a especie com madeira morta?Consegue-se uma resposta satisfatória?

 A madeira morta da Vitis é muito interessante. Se  reparar em vinhas velhas, há aquelas com uma unica veia viva e o resto está morto.
 O grande problema é que se deteriora muito rapidamente, por isso é importante limpar, logo as partes mortas e, eventualmente, passar lume, que endurece a madeira, depois é utilizar liquido Jin  e repetir a cada ano.

Nas Vitis, normalmente os vasos são muito excêntricos ou apelativos(muito coloridos ou trabalhados).

Nesta especie, o vaso será mais importante para puxar pela planta e chamar a atenção?

Para mim, um vaso para a Vitis deve ser simples, com cores incompatíveis com o roxo das uvas.

Um amarelo pálido, um bege ou cor de areia,ou também um vaso esmaltado e muito grosseiro, que lembra a cor avermelhada da terra onde vive o Vitis.
Como formas pode-se invocar o princípio que se aplica a todos os Bonsai, a Vitis quase sempre faz um Bonsai femenino , pessoalmente para esse tipo de planta gosto mais de vasos vasos redondos ou ovais, bastante baixos.

Muitas pessoas não a consideram como Bonsai.
Será que isso possa mudar com o aparecimento da arvore em Exposições consagradas ou em Revistas especializadas,como por exemplo acondeceu o mês passado na capa de uma revista importante Francesa.
Acha que falta um pouco de publicidade à arvore?

 Na verdade, a Vitis Vinifera não é realmente uma árvore, embora já tenha visto vitis-curadas com trinta metros de comprimento. Também o Alecrim,  o Tomilho e muitas outras especies não são árvores,mas são Bonsai bonitos e muito apreciados. Alguns ganharam em grandes eventos. Quanto a mim a publicidade não é necessária. A Vitis começa a ser apreciada pela maioria dos Bonsaistas.




E queria-lhe fazer uma pergunta muito simples e direta,quase de sim ou não?
É de facil cultivo em vaso?

 A Vitis em vaso não é  nem mais nem menos difícil do que outras variedades de Bonsai.
É nesseçario saber o suficiente para conhecer os seus hábitos, e as suas necessidades, como o transplante frequente e adubação para obter os frutos. A única coisa que eu sugiro, para ter bom material rapidamente é a utilização do método de alporquia em Vitis velhos e evitar a todo custo a recolha com frutos, porque a maior parte das vezes a planta morre. O alporque pode ser feito mesmo debaixo da terra no tronco principal, Sendo possivel  começar logo a formar um bom nebari.

Sr.Enzo Ferrari muito obrigado por esta conversa,que vou partilhar na minha WEB,apenas para dar a mostrar a opinião de uma das pessoas muito habituada ao trabalho com a Vitis Vinifera em Bonsai...

De nada uma saudação calorosa e espero vê-lo em breve.


O texto foi traduzido por mim de Italiano,lingua em que comunicamos,podendo conter algum erro de tradução. 
Por essa razão deixo aqui o original:

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